Depois de me terem partido o coração em pedaços que nunca voltei a encontrar, dei por mim a arranhar lençois com medo de me apaixonar outra vez. E quem me dera que os lençois arranhados fossem resultado de uma boa foda, mas como disse Pessoa "fodeu-me a vida e nem uma foda foi capaz de me dar".
Arranhei lençois nas noites em que demoravas mais tempo do que o habitual a responder às mensagens, e tudo me passava na cabeça, e a única conclusão a que chegava era que já não me lembrava de me sentir assim há imenso tempo. Desde o tempo daquele gajo que me deixou a um canto, completamente desamparada e sem chão. Depois dele achei-me incapaz de voltar a pronunciar certas palavras, de partilhar certas partes do que sou e de me expor àquele sentimento que acabara de destruir parte de mim.
Quando dei por mim já associava músicas a ti, já via filmes a imaginar como seria se os estivesses a ver comigo, ja admirava certas pessoas só pela maneira como me falavas delas. Depois de meses e meses a medo, voltei a deixar que alguém me fizesse sorrir, rir, sentir. Voltei a ficar exposta a sentimentos com os quais já não sabia lidar e aí vieram as noites em branco, os arranhões a mim própria, a incerteza do que queria. Mas eu sabia bem o que queria, queria-te a ti.
Foi quando comecei a gostar mais de ti do que me odiava a mim que decidiste ir embora. E todo o medo voltou a fazer sentido, tudo aquilo que tinha tentado conter saiu, e tu saíste tambem. Desculpaste-te com a conversa do costume "não és tu, sou eu" "o meu passado não está resolvido" "só quero que sejas feliz". Eu queria ser feliz contigo.
Sabes o pior? Fazeres-me acreditar que o teu coração batia tanto quanto o meu durante aquelas chamadas a meio da noite. Só o meu batia assim, só eu perdi noites de sono por mais um eco da tua voz, por mais um olhar sobre a tua cara no meu computador.
Lutei tanto contra a ideia de me apaixonar outra vez que quando dei por mim as tuas ausências já eram mais fortes que qualquer luta que eu tentava travar, e nas noites em que me cansava de lutar contra o que era já obvio, cedi. Cedi à tua diferença, cedi a ti porque há sentimentos que não se negam. Não sei dizer se realmente me apaixonei, ou se estava mais apaixonada pela ideia de me voltar apaixonar, o que posso dizer é que continuo a querer que me mandes mensagens como mandavas antes, que me voltes a ligar a meio da noite, que me tires noites de sono. A ideia de uma noite mal dormida sabe-me melhor que a tua ausência que já é uma constante nas poucas vezes que decides perguntar como vai a minha vida. E eu respondo que vai boa, mas esqueço-me de dizer que faltas tu nela.
domingo, 27 de dezembro de 2015
sábado, 26 de dezembro de 2015
domingo, 20 de dezembro de 2015
wreck
Na pressa de encontrar alguém tropecei em ti, e por coincidência eras o tipo de gajo em quem sempre imaginei tropeçar: sem querer saber o que os outros pensam, banda de rock, o mais desajeitado no meio da multidão, o sonho de uma rapariga como eu que não quer saber do que os outros pensam, a mais desajeitada no meio da multidão e que adora um bom rock. Eis que surges tu, e agora por mais bocas que beije a tua é aquela que desejo, por mais mãos que me toquem o único toque que cravo é o teu. Ando pela minha cidade a desejar andar na tua, troco olhares com estranhos na esperança de ver neles um pouco da tua estranheza, feita parva ainda imagino que um dia vais aparecer aqui e dizer "afinal és tu". Quem me dera ser eu. Porque eu acho que és tu.
Cruzo esquinas e vejo-te a ti, um pouco no cabelo daquele, mais um bocado no sorriso do outro. Oiço músicas e oiço-te a ti, um certo tom na voz dele, que me faz lembrar a tua. Faz-me lembrar a tua, na altura das chamadas que duravam madrugadas, lembras-te? Quando me ligavas e me tiravas o sono. As insónias que já me deste, a relembrar a tua voz repetidamente na minha memória, a relembrar tudo aquilo que podíamos ter sido, e não fomos, a perguntar-me porquê? Conhecer tal alma e não poder ocupar um pouco dela. Será que sou a única miúda a querer dar-te o mundo? A ver em ti aquilo que vejo? A gostar da tua maneira de andar? Pergunto-me se quando olham para ti também não conseguem tirar os olhos de cima. És tudo aquilo que sempre quis e que agora não posso ter. E odeio-te por isso.
Cruzo esquinas e vejo-te a ti, um pouco no cabelo daquele, mais um bocado no sorriso do outro. Oiço músicas e oiço-te a ti, um certo tom na voz dele, que me faz lembrar a tua. Faz-me lembrar a tua, na altura das chamadas que duravam madrugadas, lembras-te? Quando me ligavas e me tiravas o sono. As insónias que já me deste, a relembrar a tua voz repetidamente na minha memória, a relembrar tudo aquilo que podíamos ter sido, e não fomos, a perguntar-me porquê? Conhecer tal alma e não poder ocupar um pouco dela. Será que sou a única miúda a querer dar-te o mundo? A ver em ti aquilo que vejo? A gostar da tua maneira de andar? Pergunto-me se quando olham para ti também não conseguem tirar os olhos de cima. És tudo aquilo que sempre quis e que agora não posso ter. E odeio-te por isso.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Conexão mental
Há sentimento pior que querer e não poder?
Há dor pior que "podia resultar mas não resultou"?
Desde pita achava que nunca iria encontrar alguém que fosse sequer um bocado parecido comigo, que gostasse nem que fosse de metade dos filmes lamechas que gosto, nunca pensei conhecer uma pessoa a quem passasse na cabeça pensamentos parecidos aos que na minha passam, alguém que arranhasse portas pelo mesmo motivo que eu, mas a verdade é que aconteceu. Bonito. Mais trágico que bonito. Porque por melhor que seja encontrar alguém que é tudo aquilo que nunca imaginamos existir, de bonito nada tem sermos um grande nada na vida desse alguém. Nada mais trágico. Nada mais frustrante. Pergunto-me porquê, porquê tu então? Chegaste, fizeste-me gostar mais de ti do que me odeio a mim, e foste embora. E o ódio por mim continua o mesmo, e não deixei de achar que és igual a mim. Porque por mais orgasmos que uma pila me dê, são os que a tua mente me dá que me deixam sem palavras, e esses são os melhores, melhor que qualquer atração futil foi a conexão que sentia sempre que descobria o monte de coisas que temos em comum.
Se soubesses como todos os dias repetia para mim mesma "és bom demais para ser verdade". Afinal tinha razão, era bom demais para ser real aquilo, se é que chegou a ser alguma coisa. Já me atrevia a dizer "nós", mas tu começaste a fugir da miuda que te queria dar o mundo e nem um sorriso conseguiu. É assim tão errado, querer dar-te o mundo? Desculpa se te assustei, também me assustaste quando apareceste e percebi que podias ser tu, não sabes metade das noites que passei em branco a pensar "não me posso apaixonar outra vez". Não me apaixonei, não deixei, não deixaste.
Se algum dia, numa melhor altura, os nossos caminhos se cruzarem, olha-me nos olhos e tenta, por favor tenta, perceber a razão que me fez achar que podias ser tu.
domingo, 6 de dezembro de 2015
arte
Escreves tão bem, dizem eles, mal sabem que por trás de palavras bonitas e frases bem construídas está uma mente distorcida, cansada, para a qual o único alivio é passar um pouco do que vai nela para o papel.
A arte vem de pensamentos riscados, vem de quem muito pensa e tem medo de falar em bom som
A poesia serve aos corações partidos, que a escrevem para aliviar, e que a lêem para perceber que afinal não estão sozinhos
A poesia está num dia cinzento, na mancha de vinho derramado nos lençóis, nas lágrimas que disfarçamos nas idas à casa de banho
A poesia é de quem ama com corpo e alma, e mais importante com coração, os amantes são poetas, que desenham com os lábios no corpo dos que amam, que pegam no lápis às 3h da madrugada com o eyeliner a escorrer pela cara,
Poemas escrevo eu naquelas noites de insónias em que só o teu nome me ocorre, e o meu corpo treme com falta de sono, e os meus olhos deitam o que a alma já não aguenta conter
E essas noites são arte, a arte de ficar acordada a pensar naquele gajo que não nos quer, meninas eu sei que vocês conhecem esta, que nos fode e nos faz escrever poesia
Arte é dor, arte são noites mal dormidas e amores não correspondidos
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Vamos fujir. Daqui, do que fomos, do que fazemos, de quem somos, vamos sair daqui porque esta cidade não tem nada para mim. Nada que me preencha, que me aqueça quando tenho frio, que me junte os pés à terra quando a cabeça se encontra a flutuar, e a minha quando flutua não pára, e leva-me a lugares que não quero, a sitios onde já estive e aos quais prometi não voltar. Tirem-me daqui, ajudem-me a sair, porque esta cidade nada me traz além de sofrimento e cores cinzentas. E eu adoro o cinzento de um céu coberto de nuvens mas nem isso eu suporto aqui. Levem-me e não me tragam de volta, levem-me para longe das memórias, deste abismo que me engole a cada passo que dou pelas ruas que visitámos, não suporto revisitar-te, revisitar-nos. É como se as ruas me engolissem, como se o passeio que piso se quebrasse, e eu quebro com ele. Quebro-me, por fora, por dentro, não sou nada além de pedaços que se partiram ao longo das horas em que esperei por um sinal teu. Nada mais, nada menos, é assim que me sinto hoje, que me senti ontem. Fizeste-me tão bem e já me estás a fazer tão mal. E agora que faço à casa cheia de ecos da tua voz? Que faço aos espelhos em que te olhaste, aos sitios onde te sentaste e às paredes que tocaste? Tirem-me daqui que não suporto estar dentro deste pedaço de cimento que só soa a um nome, ao teu.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Porque é que nós, como seres racionais que somos, temos tanta tendência para escrever acerca de tudo aquilo que nos fere, nos põe tristes e mal humorados, mas reservamos tão pouco tempo a construir frases bonitas àqueles que tão bem nos fazem? Somos assim, sempre fomos, o sofrimento ocupa um lugar maior na nossa cabeça, no nosso coração, na nossa escrita. Porquê? Eu própria o faço. E aqueles que nunca nos fizeram sofrer, não merecem que enchamos páginas com eles? Merecem, merecem tanto. Merecem aqueles que nos trocam as voltas de tão bem que nos fazem, merecem aqueles capazes de fazer rir em momentos tão negros que nem levantar da cama nos achamos capazes. Merecem livros cheios, palavras escritas em paredes pelas quais toda a gente passa, merecem gritos no meio da rua. Aqueles com quem o silêncio não é algo constrangedor, aqueles com quem temos conversas só através do olhar, aqueles a quem contamos os nossos podres e que no final ainda nos abraçam com todo o orgulho do mundo. Merecem aqueles que já nos viram no nosso pior estado, de lágrimas nos olhos e com vontade de morrer, que nos puxaram para cima e disseram "eu estou aqui". Merecem porque nos fazem sobreviver, e ainda mais importante, viver. Merecem aqueles que fazem com que a vida seja mesmo isso, vida. E vida é o minimo que lhes podemos dar.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
amores que não o são
Das-me vontade de escrever poesia
E eu só escrevo poesia quando estou de coração partido, não foste tu a parti-lo, não, há tanto tempo que já assim está
Então porque razão a poesia é o que me sai melhor quando és tu que te encontras a pairar na minha cabeça?
Não me partiste o coração
Encheste-o, tu próprio és poesia, um poema que nunca ninguém escreveu, e eu estou aqui disposta a encher livros contigo
Quero tanto escrever-te, dar-te a conhecer a todos os meus amigos, aos meus pais, quero que também eles vejam o quão poético és. E queria também que soubesses que é isto o que penso de ti, talvez assim sentirias um bocado do que sinto por ti. Porque é que o universo decidiu pôr-te no meu caminho, se ficares não era a tua intenção? Soa a cliché mas sinto que não és só mais uma lição, demasiado igual a mim para que assim seja, damo-nos demasiado bem, concordamos em demasiadas coisas, fazes-me sorrir demasiado, fazes-me ser demasiado feliz.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
you're my best friend, the one that i love until the end
Podia ser sempre assim, só eu e tu, contra o mundo, como sempre foi, como é. Nós, as nossas gargalhadas espontâneas, a nossa vontade de mudar o mundo, a nossa boa disposição capaz de contagiar meio mundo, nós e os nossos disparates, nós e os nossos momentos sérios, a nossa vontade de percorrer o mundo. Podia ser só isso, um "só" tão cheio, e eu seria feliz para sempre. É quando perco a esperança no mundo que a encontro em ti, é quando tudo parece estar a cair-me em cima que vens tu sempre disposto a fazer tudo por mim, disposto a limpar-me as lágrimas, disposto a fazer tudo para que eu desça à realidade. Quando não entendo o que se passa à minha volta és tu que com toda a tua inteligência de einstein me explicas a guerra mais antiga, pela qual ninguém se interessa, mas que me ajuda a por certos pontos nos is. És tu que és sempre sincero, que me dizes "não gosto deste, não é bom para ti", que me dizes "essa camisola não te fica bem", não és como todos, não, não és cá de falinhas mansas, és direto e é das coisas que mais aprecio em ti, obrigada por isso, obrigada por não me deixares fechar os olhos. És o único capaz de atravessar meia cidade para me vir dar um abraço ou simplesmente ajudar-me a fazer as compras. És tão unico e nem sabes disso. Com todos os teus defeitos, com o teu feitio mais teimoso que uma porta, com a tua mania de falar por cima de mim, és unico, e és o meu melhor amigo. Ponho as mãos no fogo por ti, quando caires vou estar lá para cair e levantar-me contigo para que não te sintas sozinho. Por ti irei a sitios que nunca fui, por ti escondia um corpo, por ti roubava um banco. Dava um soco a mim mesma só para te fazer rir, porque somos assim, uns palhaços de merda. Mas hai de quem for palhaço contigo.
Mal posso esperar para viajar o mundo contigo.
You and me against the world and we don't have to pretend
domingo, 18 de outubro de 2015
Corro pela cidade, corro até que deixe de ser cidade, chego a um descampado e continuo a correr, quem me vê fica a olhar não sei se com preocupação ou com a ideia de que sou maluca. De facto nunca corri assim e nem sequer me estou a reconhecer, normalmente não teria este fôlego todo. Mas hoje corro por um motivo diferente, um motivo tão forte que me leva a nunca querer parar, e eu continuo, continuo até entrar noutra cidade na qual nunca tinha estado, entro no desconhecido, não me importo, tantas vezes que já me perdi... Em pessoas, em sonhos, perder-me em cidades não me assusta. 50 minutos seguidos a correr, quando finalmente paro respiro tão fundo quanto posso, bebo água e absorvo tudo o que se passa: os 50 minutos que acabei de correr, a cidade que desconheço. Nunca me senti tão livre, tão capaz, naquele momento podia jurar que o mundo me pertencia. Depois de tudo absorvido, penso no motivo que me levou a correr tudo aquilo, não, não foste tu, não corri por ti, ou para te tirar de mim. Corri por mim, corri por uma nova etapa da minha vida, por uma etapa em que nem tu nem o cansaço das pernas me impedem de fazer o que quer que seja. Corri e consegui. Corri e sinto-me como nova, quase que renasci. E tu já não estás, não estás cá nem estás em mim. Mas eu sou feliz, comigo.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Escrever para te esquecer, ou porque nunca quero que saias de mim. Escrever para tornar isto mais leve, esta merda, o facto de o nós que por momentos pensei existir, já não existe, ou nunca existiu. Escrever para doer menos, para pensar menos, ou pensar ainda mais. Escrever para quê, afinal? Ao escrever estou a eternizar-te e isso é exatamente o contrário do que quero, ao escrever não sais de mim, ao escrever voltas a invadir a minha vida, a minha mente que nunca deixaste. Escrevo na tentativa de tornar tudo mais leve, escrevo para desabafar já que nunca ninguém iria compreender a merda que me passa pela cabeça sempre que penso em ti, no teu nome, nas nossas brincadeiras... Será que a minha felicidade nunca pode durar mais que meros meses? Foda-se eu já estava tão habituada a ti, e ao contrario de ti custa-me a desabituar, ao contrário de ti tudo o que dizia era sentido, todos os planos que fizemos, eu queria que deixassem de ser só planos sabes.
Ás vezes só queria que nunca tivesses vindo ter comigo com todo o teu pouco charme que tanto me atrai.
Mas afinal, escrevo para quê?
Para ti? Por ti? Por todos estes meses em que me fazias tão feliz?
Ás vezes só queria que nunca tivesses vindo ter comigo com todo o teu pouco charme que tanto me atrai.
Mas afinal, escrevo para quê?
Para ti? Por ti? Por todos estes meses em que me fazias tão feliz?
domingo, 20 de setembro de 2015
Into the Wild
“Two years he walks the Earth. No phone, no pool, no pets, no cigarettes. Ultimate freedom. An extremist. An aesthetic voyager whose home is the road. Escaped from Atlanta. Thou shalt not return, 'cause "the West is the best." And now after two rambling years comes the final and greatest adventure. The climactic battle to kill the false being within and victoriously conclude the spiritual revolution. Ten days and nights of freight trains and hitchhiking bring him to the great white north. No longer to be poisoned by civilization he flees, and walks alone upon the land to become lost in the wild.”
terça-feira, 21 de julho de 2015
You are a poem that breathes
És o poema que gosto de ouvir quando me deito
Ou quando me levanto às 5h da madrugada
Entras bruscamente e eu transformo-me num grande nada
É como me sinto ao teu lado
Tão pequena perante aquilo que és e pela explosão que causas
Cada vez que me olhas nos olhos
E se soubesses o que sinto cada vez que esses olhos cor de madeira escura interpelam os meus, talvez pedisses autorização
Porque eu já sou fragil, mas não imaginas a fraca que me sinto cada vez que olho para o lado e lá
estás tu, com os olhos cravados nos meus
Tal como o meu corpo a mente dança, wow, tu estás mesmo ao meu lado, a tua presença é finalmente real, será que tens um pingo de noção do que isso significa para mim?
Ou quando me levanto às 5h da madrugada
Entras bruscamente e eu transformo-me num grande nada
É como me sinto ao teu lado
Tão pequena perante aquilo que és e pela explosão que causas
Cada vez que me olhas nos olhos
E se soubesses o que sinto cada vez que esses olhos cor de madeira escura interpelam os meus, talvez pedisses autorização
Porque eu já sou fragil, mas não imaginas a fraca que me sinto cada vez que olho para o lado e lá
estás tu, com os olhos cravados nos meus
Tal como o meu corpo a mente dança, wow, tu estás mesmo ao meu lado, a tua presença é finalmente real, será que tens um pingo de noção do que isso significa para mim?
quarta-feira, 8 de julho de 2015
sábado, 4 de julho de 2015
Tu és um eterno mistério, e acho que nunca passarás disso: um eterno e indesvendável mistério. Vendo bem, é tão pouco o que sei sobre ti, é tão pouco aquilo que me dizes, e quando o fazes, sempre carregado de mistério. Diz-me o que posso fazer para que me contes, para que te dispas de todos os teus medos e para que libertes o teu passado, que te atormenta dia após dia, esse passado que carregas como uma carteira no bolso de trás. Mesmo não te conhecendo assim tão bem, eu vejo que algo se passa, vejo, sinto e vivo todos os teus demónios. Não sei que mais fazer, que mais sentir, que mais dizer. Quero-te perto mas sei que nunca vai acontecer. A minha mente não passa de uma enorme confusão e à medida que me vais mandando mensagens vou pensando no que queres, no que quero, no que vai ser disto, de "nós". És tão dificil de desvendar, e a minha vontade é desistir, porque me fazes mal, porque carrego o peso dos segredos que ainda não contaste.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Hoje é para ti
Hoje só consigo pensar numa coisa: gostava que estivesses aqui. Gostava que estivesses aqui a ver-me crescer e a tornar-me na mulher que sou. Sabes, não ligo muito a isto, é só um numero, mas eles dão-lhe muita importância, porque supostamente é aos 18 anos que atingimos a maioridade e que nos podemos considerar adultos. Não concordo, e tenho a certeza que se estivesses aqui não concordarias também. O quanto eu gostava que me visses agora, cada vez mais parecida a ti, e que orgulho que tenho de mim por isso, eras e sempre serás a melhor pessoa que estes já olhos viram. O que será que me dirias agora? "Vai, segue os teus sonhos, mas nunca passes por cima de ninguém para isso." Queria conhecer-te melhor, queria saber mais histórias e contar-te as minhas, queria que soubesses tudo o que passei para chegar onde cheguei e queria que me desses um beijinho e um abraço de parabéns. Não imaginas a falta que me fazes, a mim e a todos, e é nestes momentos que penso como tudo seria diferente se não tivesses ido embora. Talvez um pouco mais fácil, um pouco menos pesado, talvez este dia tivesse sido como deveria ser, feliz. Porque faltas tu, faltas sempre tu, mas nestes dias a tua ausência torna-se ainda mais insuportável. Quem me dera poder dizer-te tudo aquilo que ficou por dizer, dar-te todos os abraços que ficaram por dar. Tenho tantas saudades tuas, e agora as lágrimas caem-me pela cara e mais uma vez só consigo pensar: gostava que estivesses aqui.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
O que é isto em que me afogo?
Porque choro eu afinal?
Sinto-te tão distante e com tanto para me contar.
Ando tão bêbada de ti, por favor não vás,
Não iria aguentar, preciso da tua paz.
Tão unico, revela-me do que és feito.
Faço de tudo para que não saibas a dor que me causas no peito,
Porque nem eu sei de onde vem este sufoco que sinto
Sempre que penso, nem que por segundos, que te posso perder.
Porque existe essa possibilidade, e aperta-me o peito.
E aleija-me a alma e eu perco a calma e...
Talvez seja por isso que choro
Não te vás, meu amor, não me deixes.
Porque choro eu afinal?
Sinto-te tão distante e com tanto para me contar.
Ando tão bêbada de ti, por favor não vás,
Não iria aguentar, preciso da tua paz.
Tão unico, revela-me do que és feito.
Faço de tudo para que não saibas a dor que me causas no peito,
Porque nem eu sei de onde vem este sufoco que sinto
Sempre que penso, nem que por segundos, que te posso perder.
Porque existe essa possibilidade, e aperta-me o peito.
E aleija-me a alma e eu perco a calma e...
Talvez seja por isso que choro
Não te vás, meu amor, não me deixes.
sábado, 30 de maio de 2015
Ensina-me a sentir
Aquilo que um dia senti por ti.
Ensina-me a fugir
Desta ruína que deixaste em mim.
Quero renascer, sentir, voltar a viver,
Esqueci-me de como se faz...
O que é amar? É partir para ficar,
É dar tudo até não haver mais,
É sugarem-nos a alma,
Encherem-nos de vida e num minuto ficarmos sem nada.
Que crime é este?
Corroi, queima, desfaz.
É nascer e logo depois morrer,
É perdermo-nos naquele que achamos que nos vai encontrar.
Ajuda-me a voltar a mim.
Aquilo que um dia senti por ti.
Ensina-me a fugir
Desta ruína que deixaste em mim.
Quero renascer, sentir, voltar a viver,
Esqueci-me de como se faz...
O que é amar? É partir para ficar,
É dar tudo até não haver mais,
É sugarem-nos a alma,
Encherem-nos de vida e num minuto ficarmos sem nada.
Que crime é este?
Corroi, queima, desfaz.
É nascer e logo depois morrer,
É perdermo-nos naquele que achamos que nos vai encontrar.
Ajuda-me a voltar a mim.
domingo, 10 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
Como se sentir a tua falta não me bastasse
Como se as saudades que sinto já não me queimassem a pele
A tua ausência é um ferro quente no meu peito
As conversas vazias que nos restam são como mãos que me tiram o ar
Apertam-me, esmagam-me, deixam-me de rastos
Deixaste-me de rastos, sozinha, com estes pensamentos que me corroem
Sozinha comigo mesma, isso nunca foi boa ideia
Punhas-me de mente cheia, sinto-me tão vazia agora
Diz-me, porque é que decidiste ir embora?
Como se as saudades que sinto já não me queimassem a pele
A tua ausência é um ferro quente no meu peito
As conversas vazias que nos restam são como mãos que me tiram o ar
Apertam-me, esmagam-me, deixam-me de rastos
Deixaste-me de rastos, sozinha, com estes pensamentos que me corroem
Sozinha comigo mesma, isso nunca foi boa ideia
Punhas-me de mente cheia, sinto-me tão vazia agora
Diz-me, porque é que decidiste ir embora?
terça-feira, 31 de março de 2015
I'm looking at him and he's so beautiful
Já não aguento. Não aguento o som agoniante que sai das colunas desta discoteca horrível, só quero pegar em ti e sair daqui, ir para um lugar onde o único som que se ouve é o barulho dos nossos beijos esfomeados; Eu esfomeada de ti, tu esfomeado de mim. Oh se tu imaginasses... Quero comer-te até me sentir cheia, beijar-te até me sentir sem ar e agarrar-te até me doerem as mãos. Quero-te tanto e de uma maneira tão descontrolada. Que bicho é este? Paixão misturada com amor, misturado com necessidade, a que ainda se acrescenta um enorme desejo. Não te consigo dizer o que é, só te consigo explicar o que sinto.
Continuamos nesta merda desta discoteca, não acredito! Quero sair daqui mas não consigo tirar-me de ti, prefiro aguentar esta música que me perfura os tímpanos como agulhas.
Continuamos nesta merda desta discoteca, não acredito! Quero sair daqui mas não consigo tirar-me de ti, prefiro aguentar esta música que me perfura os tímpanos como agulhas.
domingo, 1 de março de 2015
Orgasmos mentais
Enches-me de maneiras que desconhecia
Sensações reais,
A minha mente canta a cada palavra tua
E o melhor de tudo é que és real
Existes,
E só a tua existência me deixa sem palavras
Que ser tão perfeito, o que é que podia pedir mais?
Talvez que estivesses aqui agora
Com os teus braços a envolver os meus
Mas por enquanto vou-me contentando
Com o que dizes, com o que és...
Com quem sou quando falo contigo
sábado, 28 de fevereiro de 2015
I'm not here, this isn't happening
Quem me dera que me deixasses em paz
Não sabes o sufoco que me causas
Quando apareces sem avisar
Como se me apertassem o pescoço
Como se comessem o que resta de mim
E deixo de ser eu,
Não me conheço
Quando decides visitar-me desapareço
Num espaço completamente alheio
Mas totalmente meu
Desaparece, vai embora
Quero tirar-te de mim, quero voltar a ser
A existir, a viver
Mas não me deixas, insistes em ficar
E eu vou... sobrevivendo
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Sing me to sleep
Canta-me
Canta para mim até que desapareça
Até que toda esta dor saia
Canta até que adormeça, nos teus braços
Mundos paralelos, capazes de me fazer sentir em casa
Como se nascesse outra vez
Canta até que me regressem as asas
Preciso delas para sair
É demasiado fundo o abismo
Por isso canta
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Radiohead- Creep
When you were here before
Couldn't look you in the eye
You're just like an angel
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You're so fucking special
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Eugénio de Andrade
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Olhei-te sem saber para o que estava a olhar, e sem saber o que esperar disso, vi exatamente aquilo que queria ver. Tão tímido, tão misterioso, tão... bonito, lindo diria eu. Recostei-me ofegante, como se tivesse acabado de olhar para o sol, e comparar-te com o sol não é disparatado, pelo contrário, o sol não é nada em comparação com o que acabei de ver. Tão diferente, nada se iguala a esses olhos que tanto me transmitem...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Quero saber o que é isso. Quero saber o que é isso que escondes nesse mar que são os teus olhos, turquesas à luz do sol. Quero que me contes tudo o que já viste, tudo o que vai aí, nessa mente linda que se encontra a borbulhar, pois é tanto o que tens para deitar cá para fora. Conta-me, eu quero saber, anseio por finalmente perceber quem tu és realmente, do que gostas, o que desejas. Apresenta-me os monstros que te assombram durante aquelas noites longas e geladas em que tens vontade de tudo menos de dormir. Não me importa o quão perversos possam ser os teus pensamentos, eu quero que mos contes. Quero ficar noites e noites ao teu lado, a ouvir o que tens para dizer, a olhar para os teus lábios enquanto eles deitam cá para fora aquilo a que chamamos de palavras, palavras que eu sei serem capazes de me pôr os pelos em pé, capazes de me fazer viajar, para longe, para aquele mundo, aquele onde só tu estiveste, o teu mundo, a tua realidade, quero senti-la. Sim, mais do que conhece-la quero senti-la, quero saber do que é feita. Preciso das tuas palavras, diz-me alguma coisa, estou à espera, fico à espera até me ser possível, não me incomoda se crio raízes enquanto te espero, és interessante a esse ponto.
Se ao menos soubesses o quanto te desejo, a imensidão do que sinto por ti...
Quero-te
Se ao menos soubesses o quanto te desejo, a imensidão do que sinto por ti...
Quero-te
Sinto-me nas nuvens. Tenho o céu a pouco metros de mim. Consigo sentir a força do vento como nunca antes tinha sentido. Estou nas nuvens. Flutuo. Como que ainda estivesse sob efeito do charro que fumei há umas horas. Apetece-me rir. Sorrir. Apetece-me um abraço. Um corpo nu. Apetece-me fazer amor. Vejo os pássaros voarem, oiço as ondas que rebentam na minha cara. Estou no mar e nas nuvens. Estou no paraíso, num mundo onde o mar é o céu e o céu é o mar. Os pássaros são cúmplices dos peixes e as ondas e o vento os meus melhores amigos. Penso no quanto é bom viver. Estou em paz. Sim, finalmente em paz. A vida é bela e eu sou livre. Quero continuar aqui, neste meio termo, neste céu ou neste mar. Quero ficar para sempre no inconstante encontro entre o vento e as ondas. Sinto que também eles estão em paz. O mundo está em paz.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
No outro dia estava a passear pelo jardim e reparei em ti; cabelos loiros e despenteados, sorriso torto e um tanto desnorteado. Pensei: que estarás tu aqui a fazer? Tão sossegado no teu canto, nem um livro, nem mesmo o tão 'indispensável' telemovel. Tão perdido nos teus pensamentos, tão bonito, pensei eu, tão inocente. Mas de inocente não tinhas nada, via-se nos teus olhos, na tua expressão cansada, tinhas anos de sofrimento em cima. Quis logo reconfortar-te, deitar a cabeça no teu ombro e assegurar-te de que iria ficar tudo bem. Mas não, nunca teria a coragem de fazer tal coisa, como podia eu prometer algo assim a alguém que acabara de conhecer? Era injusto, e acima de tudo egoísta. Mas era tanta a vontade de te livrar de todo aquele sofrimento que carregavas contigo, era tanta a vontade de pegar na tua mão e levar-te a lugares tão bonitos capazes de te fazer esquecer de tudo o resto. Foram os teus olhos azuis que me fizeram ir na tua direção e finalmente falar contigo. Sorriste, sorriste-me tanto e tão sinceramente, o céu caiu-me em cima e o mar subiu à terra, e eu sorri também. Perguntei o que estavas ali a fazer, tão sereno, e apesar de não ser essa a pergunta que eu queria realmente fazer, deste-me a resposta que mais queria ouvir: vamos sair daqui.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Então que o céu se mantenha azul enquanto cá estou, porque o que é pode ser mais puro que aquele azul que me encandeia os olhos de tão brilhante e bonito que é? O que é que pode ser mais grandioso que aquele azul profundo, capaz de me fazer sentir como um pequeno nada, um pequeno nada maior que qualquer outro ser neste mundo. Então que se mantenha tão clara a Lua, não há nada mais acolhedor que ela, minha companheira das noites longas em que tão sozinha me sinto. E o sol, o sol que continue a brilhar tão forte como tem brilhado até hoje, que me continue a aquecer naqueles dias em que nem um abraço me aquece.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
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Quero escrever sobre ti, sem medos. Dizer-lhes que és a voz que mais gosto de ouvir, a única de que não me canso. Gritar que nunca conheci a...
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A culpa é das estrelas, que me levaram até ti A culpa é do céu, por achar que pertencias a mim Ou talvez a culpa seja só minha Porque o d...
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Quero saber o que é isso. Quero saber o que é isso que escondes nesse mar que são os teus olhos, turquesas à luz do sol. Quero que me contes...








