Ver um documentário mudou a minha vida, a minha visão, tirou-me todo e qualquer apetite que tinha por aquele hamburguer que eu achava ser a melhor coisa do mundo. Era, até ver. Até conhecer a realidade por trás do que nos dizem e fazem acreditar. Finalmente decidi ganhar coragem e ver aquele grande documentário de que todos falavam, o documentário pelo qual os meus amigos deixaram de comer carne: Cowspiracy. Foi o maior abre olhos da minha vida, nem mais um pedaço de carne pus no meu estômago. Nem mais um, e foi tão fácil. Perceber que a industria pecuária é a grande causa do aquecimento global que aos poucos vai tornando o nosso querido mundo, aquele que todos desejamos viajar, num mundo inabitável, num mundo que já não aguenta, bastou-me para me agoniar de cada vez que sentia o cheiro da carne. Ele está velho, cansado. Nós humanos chegámos e destruimo-lo, nunca me senti tão culpada como me senti após ver aquele documentário. Culpada por não saber, culpada por durante 18 anos ter comido animais, culpada por contribuir para a destruição do mundo onde vivo. O único planeta que nos recebeu, e que a cada dia apodrece.
Vai muito para além da questão ética de não matar um ser vivo, que sente como nós, isso só por si é desumano, mas não é a questão fulcral. O ponto principal é a sobrevivência do planeta. Isto é o que eu peço que entendam, e espero que vos ajude a perceber o porquê de sermos tão chatos, o porquê de vos tentarmos espetar com as nossas "opiniões" na cara. Não são opiniões, é algo que tem de ser feito.
É claro que não peço a ninguém que deixe de comer carne, para mim matar animais para meu luxo é mau, mas se para vocês não é, pronto, cada um tem as suas convicções, até aí tudo bem.
Mas é necessário reduzir, é uma emergência e tem que tocar a todos.
Vejam o Cowspiracy, é um apelo que faço, a todos os que gostam do mundo onde vivem, aqueles que adoram o ar puro de um jardim, aos que querem ver os filhos e netos viverem num mundo saudável, menos poluído, menos tóxico. Não custa.
Hoje fazem 6 meses que deixei de contribuir monstruosamente para o aquecimento do planeta, nunca me senti tão bem comigo mesma.
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