quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
desabafo
Ando a descobrir-me a mim própria. Chega do tempo em que descobria os outros enquanto nem metade de mim conhecia. Estou a conhecer-me e acho que todos devíamos ter esse tempo. O tempo da descoberta, não a descoberta da noite, do alcool ou do sexo, a nossa descoberta. E eu falo de algo mais profundo do que descobrir a minha bebida favorita. Ando a descobrir o caminho que devo seguir, sozinha, sem bocas externas e opiniões alheias. Ando a descobrir o que preciso para ser realmente feliz, e a descartar as coisas fúteis que me fazem infeliz. Estou a aprender a gostar de mim, de quem sou, da pele que me veste, ando a aprender a gostar de mim além daquilo que os outros gostam. Ando a tentar perceber qual a melhor maneira de ser, qual a minha maneira de ser. Se antes haviam pessoas ou caminhos que me puxavam, hoje sou eu a puxar-me a mim mesma para onde sei que devo andar. E se acham que passar tempo a descobrir-me é inútil, digo-vos que nunca aprendi tanto sobre mim mesma. Digo-vos que nunca gostei tanto de mim. E não há nada mais importante que gostarmos do que somos. É tão bom ter este tempo para nós, mas é tão mau quando não o entendem. Não entendem que eu, enquanto miúda de 18 anos preciso do meu tempo, não preciso de ninguém atrás de mim a dizer "és isto e aquilo" "não fazes nada" "faz alguma coisa". Tenho tempo. Mas é raro ter tempo para me encontrar. Deixem-me ter este tempo. Deixem-me encontrar, gostar de mim como nunca tinha gostado. Deixem-me ser.
Leave it to me as I find a way to be
Consider me a satellite forever orbiting
I know all the rules but the rules did not know me
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarAdoro! ❤
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