sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Teve de ir, o amor não foi feito para nós.


Já tentei explicar o que sentia quando falavas dos filmes que gostavas e das pessoas que admiravas. Já tentei explicar como era quando ouvia as músicas que cantas, como derretia ao ver-te nos concertos, a seres o rapaz único que és e a agires como tal, como só tu ages.
Já tentei fazê-los perceber o quanto o meu corpo tremia sempre que me ligavas a meio da noite só porque sim, porque te apetecia.
E de todas as vezes eu atendi, às 2h ou às 5h da manhã, porque eras tu, e eu adorava perder horas de sono por mais uns ecos da tua voz.
Depois de tempos a tentar explicar tudo isto desisti, desisti porque cheguei à conclusão que esta coisa, isto que nunca soube o que era, não se explica. Nós, não era algo que se explicasse, e nós nunca o questionámos
Mas deviamos, deviamos porque este nós que nunca soubemos explicar o que era, começou a tornar-se num eu, num tu. Cada um tirava as suas conclusões, e as minhas eram que te queria muito perto.
E eu tirei conclusões precipitadas, nas tuas viagens até cá, nos sorrisos e na cumplicidade, que de facto existia.
Depois de tudo isto desisti.
Desisti de negar, porque a tua falta arde, porque os teus olhos ainda estão presentes e porque de tantas conclusões, a maior a que cheguei é que apaixonar-me por a alma de alguém não se mede através de palavras.





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