quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016


Admito, não há dia que passe sem ele a pairar na minha cabeça, secalhar soa meio louco isto, mas tenho a certeza que por cada sitio que passa, e em cada vida que entra, desvia olhares e mexe corações. Pelo menos foi o que aconteceu comigo.
Se o conhecessem achavam-me menos louca, porque em cada alma que toca deixa um bocado da dele, e nem se apercebe disso. Nunca lho disse, e arrependo-me, nunca o felicitei pela capacidade que tem de me fazer perder noites, ele nem sabe que antes dele, gritei em alto e bom som que nunca mais me iria apaixonar. Mas conheci-o, devolveu-me sentimentos e nem desconfia que meses antes eu os achava irrecuperáveis. Foi depois de dizer a todos os meus amigos que nunca mais ia deixar alguém aproximar-se  de mim ao ponto de me poder magoar, que chegou ele com toda a sua simplicidade e esforço nenhum e me fez voltar a ter vontade de viver. E nem imagina. Nem imagina que antes dele eram raras as vezes que saía da cama com vontade própria e que chegava ao fim do dia sem vontade de enfrentar um novo. Até que chegou, me fez sorrir e me fez sentir que por maior que o dia fosse, nunca era suficiente.  Acho que é o que se sente quando gostamos de alguém, não há palavras que cheguem, horas que nos deixem à seca e sonhos melhores que a realidade. Foi aí que me apercebi, quando a realidade começou a ser melhor que qualquer sonho.
Chegaste como um avião prestes a descolar e levaste-me contigo, até um sitio que desconhecia mas do qual não queria saír. Descolaste sem ajuda de qualquer travão, e deste inicio a uma viagem que até hoje ainda não sei qual o destino. Eu fui sem cinto de segurança, não me avisaste que seria atribulada, e feridas já nem as conto pelas mãos.
Mas acho que é isso que acontece quando te apaixonas por um poeta.
Talvez foi por isso que foi tão fácil gostar de ti, eu sempre admirei a arte, e eis que a encontrei em forma de pessoa. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Avisa-os que vamos embora, viver da tua guitarra e do meu colchão
Avisa que não vamos para nenhum sitio perto daqui, que já nos partiu corações e distorceu mentes
Diz-lhes que vamos ser só nós agora, sem o rebuliço das cidades que deixámos para trás
Vamos na busca de algo que não nos falta, porque juntos já temos tudo
Não interessa para onde, diz-lhes isso, vamos fazer amor em sitios onde nunca ninguém o fez
Atirar aviões de papel sobre rios cujos nomes não se conhecem
Sem fogueiras porque nem o gelo da noite nos arrefece
Amor jovem, fresco e ardente
Ele existe e somos nós





domingo, 21 de fevereiro de 2016

Sonhei que

Sonhei que entre caminhos que não foram feitos para se cruzar, discussões e a minha vontade de te ter ao pé de mim, encontrava-te. Sonhei que por razões que nem a razão conhece, voltávamos a entrar na vida um do outro, desta vez sem mais espaço para saídas. O meu subconsciente ainda consegue ser pior que eu, quando vejo as nossas conversas antigas e revivo aqueles momentos que nem por um segundo me saem da cabeça. Sonhei que era tudo um sonho, que tinha sido sempre tudo perfeito e que andávamos de mãos dadas por uma cidade que nem sei o nome. Tornou-se na minha cidade favorita.
Encontrei-te numa rua em que as paredes eram feitas de boas memórias, onde não havia espaço para todas as vezes que me deixaste com palavras por dizer e sentimentos por expressar. Via-te e dizia, explicava, mostrava tudo aquilo que nunca tive coragem de mostrar antes, porque talvez foi isso que faltou. Dizer-te que precisava de ti, que eras o melhor rapaz que já tinha conhecido em toda a minha vida e que a tua alma fazia a minha andar aos s's. Sonhei que finalmente tinha a oportunidade de te dizer. Talvez se soubesses um bocado do que sinto por ti, não me deixavas ficar assim.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Teve de ir, o amor não foi feito para nós.


Já tentei explicar o que sentia quando falavas dos filmes que gostavas e das pessoas que admiravas. Já tentei explicar como era quando ouvia as músicas que cantas, como derretia ao ver-te nos concertos, a seres o rapaz único que és e a agires como tal, como só tu ages.
Já tentei fazê-los perceber o quanto o meu corpo tremia sempre que me ligavas a meio da noite só porque sim, porque te apetecia.
E de todas as vezes eu atendi, às 2h ou às 5h da manhã, porque eras tu, e eu adorava perder horas de sono por mais uns ecos da tua voz.
Depois de tempos a tentar explicar tudo isto desisti, desisti porque cheguei à conclusão que esta coisa, isto que nunca soube o que era, não se explica. Nós, não era algo que se explicasse, e nós nunca o questionámos
Mas deviamos, deviamos porque este nós que nunca soubemos explicar o que era, começou a tornar-se num eu, num tu. Cada um tirava as suas conclusões, e as minhas eram que te queria muito perto.
E eu tirei conclusões precipitadas, nas tuas viagens até cá, nos sorrisos e na cumplicidade, que de facto existia.
Depois de tudo isto desisti.
Desisti de negar, porque a tua falta arde, porque os teus olhos ainda estão presentes e porque de tantas conclusões, a maior a que cheguei é que apaixonar-me por a alma de alguém não se mede através de palavras.





Quero escrever sobre ti, sem medos. Dizer-lhes que és a voz que mais gosto de ouvir, a única de que não me canso. Gritar que nunca conheci a...