sábado, 28 de fevereiro de 2015
I'm not here, this isn't happening
Quem me dera que me deixasses em paz
Não sabes o sufoco que me causas
Quando apareces sem avisar
Como se me apertassem o pescoço
Como se comessem o que resta de mim
E deixo de ser eu,
Não me conheço
Quando decides visitar-me desapareço
Num espaço completamente alheio
Mas totalmente meu
Desaparece, vai embora
Quero tirar-te de mim, quero voltar a ser
A existir, a viver
Mas não me deixas, insistes em ficar
E eu vou... sobrevivendo
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Sing me to sleep
Canta-me
Canta para mim até que desapareça
Até que toda esta dor saia
Canta até que adormeça, nos teus braços
Mundos paralelos, capazes de me fazer sentir em casa
Como se nascesse outra vez
Canta até que me regressem as asas
Preciso delas para sair
É demasiado fundo o abismo
Por isso canta
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Radiohead- Creep
When you were here before
Couldn't look you in the eye
You're just like an angel
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You're so fucking special
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Eugénio de Andrade
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Olhei-te sem saber para o que estava a olhar, e sem saber o que esperar disso, vi exatamente aquilo que queria ver. Tão tímido, tão misterioso, tão... bonito, lindo diria eu. Recostei-me ofegante, como se tivesse acabado de olhar para o sol, e comparar-te com o sol não é disparatado, pelo contrário, o sol não é nada em comparação com o que acabei de ver. Tão diferente, nada se iguala a esses olhos que tanto me transmitem...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Quero saber o que é isso. Quero saber o que é isso que escondes nesse mar que são os teus olhos, turquesas à luz do sol. Quero que me contes tudo o que já viste, tudo o que vai aí, nessa mente linda que se encontra a borbulhar, pois é tanto o que tens para deitar cá para fora. Conta-me, eu quero saber, anseio por finalmente perceber quem tu és realmente, do que gostas, o que desejas. Apresenta-me os monstros que te assombram durante aquelas noites longas e geladas em que tens vontade de tudo menos de dormir. Não me importa o quão perversos possam ser os teus pensamentos, eu quero que mos contes. Quero ficar noites e noites ao teu lado, a ouvir o que tens para dizer, a olhar para os teus lábios enquanto eles deitam cá para fora aquilo a que chamamos de palavras, palavras que eu sei serem capazes de me pôr os pelos em pé, capazes de me fazer viajar, para longe, para aquele mundo, aquele onde só tu estiveste, o teu mundo, a tua realidade, quero senti-la. Sim, mais do que conhece-la quero senti-la, quero saber do que é feita. Preciso das tuas palavras, diz-me alguma coisa, estou à espera, fico à espera até me ser possível, não me incomoda se crio raízes enquanto te espero, és interessante a esse ponto.
Se ao menos soubesses o quanto te desejo, a imensidão do que sinto por ti...
Quero-te
Se ao menos soubesses o quanto te desejo, a imensidão do que sinto por ti...
Quero-te
Sinto-me nas nuvens. Tenho o céu a pouco metros de mim. Consigo sentir a força do vento como nunca antes tinha sentido. Estou nas nuvens. Flutuo. Como que ainda estivesse sob efeito do charro que fumei há umas horas. Apetece-me rir. Sorrir. Apetece-me um abraço. Um corpo nu. Apetece-me fazer amor. Vejo os pássaros voarem, oiço as ondas que rebentam na minha cara. Estou no mar e nas nuvens. Estou no paraíso, num mundo onde o mar é o céu e o céu é o mar. Os pássaros são cúmplices dos peixes e as ondas e o vento os meus melhores amigos. Penso no quanto é bom viver. Estou em paz. Sim, finalmente em paz. A vida é bela e eu sou livre. Quero continuar aqui, neste meio termo, neste céu ou neste mar. Quero ficar para sempre no inconstante encontro entre o vento e as ondas. Sinto que também eles estão em paz. O mundo está em paz.
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Quero escrever sobre ti, sem medos. Dizer-lhes que és a voz que mais gosto de ouvir, a única de que não me canso. Gritar que nunca conheci a...
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A culpa é das estrelas, que me levaram até ti A culpa é do céu, por achar que pertencias a mim Ou talvez a culpa seja só minha Porque o d...
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