sábado, 13 de setembro de 2014

get out


Se pudesse arrancava esta pele, toda ela cheia de marcas daquilo que fomos e passámos. Arrancava-a na esperança que esta memória carnal que tenho das tuas mãos desaparecesse, ou pelo menos aliviasse. Porque queima, arde, perturba. Estás tão profundamente marcado, no meu peito, em toda a minha pele, cheia de marcas, feitas com o propósito, ainda que falhado, de te tirar de mim. Pensei que se me livrasse desta parte superficial me livraria tambem de ti, mas não. Não é só na minha pele que estás marcado. Penetraste a minha alma assim como a minha pele. Carregas-te o meu coração de sentimentos assim como carreguei a minha pele de cicatrizes na tentativa de te deixar sair. Se pudesse apagava da minha memória toda e qualquer coisa que me leva de volta a ti e a todos aqueles dias em que o mundo era nosso, se pudesse voltava atrás. Mas não posso, e como não posso vou continuar iludida com a ideia de que um dia saíras de mim.



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