Eras tu.
Eras tu quando entraste, meio aos tropeções, no mesmo mundo que eu. Eras tu quando todos os dias me surpreendias mais um bocado, eras tu quando te sentavas num canto só contigo. Eras sempre tu, quando olhavas para mim. E quando eu olhava para ti, e ficávamos só assim, num espaço que transcendia qualquer limite fisico. Eras tu, emma, quando te rias na minha direção e eu baixava a cabeça, a sorrir só para mim, sem que ninguém me visse. Eras tu quando trocávamos segredos, quando sentia que já te conhecia de outra vida. Eras tu, emma, e as piadas que eram só nossas. Era eu, que só te queria ver bem, como nunca estiveste.
Era eu, que te olhava e imaginava, quem me dera que estivesses feliz. Era eu quando te olhava pelo canto do olho, com medo que me apanhasses e descobrisses tudo o que me ia na cabeça. E eras tu quando, sem medos, olhavas, e me fazias perder o medo também. As tuas manias, que de repente já eram minhas também, a forma como mexias as mãos, tão frágeis e pequenas. Eram os desenhos no caderno, os pensamentos entornados no mesmo. Era ver-te chorar e chorar eu também, com medo.
Era querer abrigar-te no meu casaco.
És tu, emma, que não fazes ideia do quanto me preocupo, e do quanto te quero ver bem.
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