quarta-feira, 18 de novembro de 2015




Porque é que nós, como seres racionais que somos, temos tanta tendência para escrever acerca de tudo aquilo que nos fere, nos põe tristes e mal humorados, mas reservamos tão pouco tempo a construir frases bonitas àqueles que tão bem nos fazem? Somos assim, sempre fomos, o sofrimento ocupa um lugar maior na nossa cabeça, no nosso coração, na nossa escrita. Porquê? Eu própria o faço. E aqueles que nunca nos fizeram sofrer, não merecem que enchamos páginas com eles? Merecem, merecem tanto. Merecem aqueles que nos trocam as voltas de tão bem que nos fazem, merecem aqueles capazes de fazer rir em momentos tão negros que nem levantar da cama nos achamos capazes. Merecem livros cheios, palavras escritas em paredes pelas quais toda a gente passa, merecem gritos no meio da rua. Aqueles com quem o silêncio não é algo constrangedor, aqueles com quem temos conversas só através do olhar, aqueles a quem contamos os nossos podres e que no final ainda nos abraçam com todo o orgulho do mundo. Merecem aqueles que já nos viram no nosso pior estado, de lágrimas nos olhos e com vontade de morrer, que nos puxaram para cima e disseram "eu estou aqui". Merecem porque nos fazem sobreviver, e ainda mais importante, viver. Merecem aqueles que fazem com que a vida seja mesmo isso, vida. E vida é o minimo que lhes podemos dar.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

amores que não o são



Das-me vontade de escrever poesia
E eu só escrevo poesia quando estou de coração partido, não foste tu a parti-lo, não, há tanto tempo que já assim está
Então porque razão a poesia é o que me sai melhor quando és tu que te encontras a pairar na minha cabeça?
Não me partiste o coração
Encheste-o, tu próprio és poesia, um poema que nunca ninguém escreveu, e eu estou aqui disposta a encher livros contigo
Quero tanto escrever-te, dar-te a conhecer a todos os meus amigos, aos meus pais, quero que também eles vejam o quão poético és. E queria também que soubesses que é isto o que penso de ti, talvez assim sentirias um bocado do que sinto por ti. Porque é que o universo decidiu pôr-te no meu caminho, se ficares não era a tua intenção? Soa a cliché mas sinto que não és só mais uma lição, demasiado igual a mim para que assim seja, damo-nos demasiado bem, concordamos em demasiadas coisas, fazes-me sorrir demasiado, fazes-me ser demasiado feliz.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

you're my best friend, the one that i love until the end



Podia ser sempre assim, só eu e tu, contra o mundo, como sempre foi, como é. Nós, as nossas gargalhadas espontâneas, a nossa vontade de mudar o mundo, a nossa boa disposição capaz de contagiar meio mundo, nós e os nossos disparates, nós e os nossos momentos sérios, a nossa vontade de percorrer o mundo. Podia ser só isso, um "só" tão cheio, e eu seria feliz para sempre. É quando perco a esperança no mundo que a encontro em ti, é quando tudo parece estar a cair-me em cima que vens tu sempre disposto a fazer tudo por mim, disposto a limpar-me as lágrimas, disposto a fazer tudo para que eu desça à realidade. Quando não entendo o que se passa à minha volta és tu que com toda a tua inteligência de einstein me explicas a guerra mais antiga, pela qual ninguém se interessa, mas que me ajuda a por certos pontos nos is. És tu que és sempre sincero, que me dizes "não gosto deste, não é bom para ti", que me dizes "essa camisola não te fica bem", não és como todos, não, não és cá de falinhas mansas, és direto e é das coisas que mais aprecio em ti, obrigada por isso, obrigada por não me deixares fechar os olhos. És o único capaz de atravessar meia cidade para me vir dar um abraço ou simplesmente ajudar-me a fazer as compras. És tão unico e nem sabes disso. Com todos os teus defeitos, com o teu feitio mais teimoso que uma porta, com a tua mania de falar por cima de mim, és unico, e és o meu melhor amigo. Ponho as mãos no fogo por ti, quando caires vou estar lá para cair e levantar-me contigo para que não te sintas sozinho. Por ti irei a sitios que nunca fui, por ti escondia um corpo, por ti roubava um banco. Dava um soco a mim mesma só para te fazer rir, porque somos assim, uns palhaços de merda. Mas hai de quem for palhaço contigo.
Mal posso esperar para viajar o mundo contigo.

You and me against the world and we don't have to pretend

Quero escrever sobre ti, sem medos. Dizer-lhes que és a voz que mais gosto de ouvir, a única de que não me canso. Gritar que nunca conheci a...